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Ler com poucas letras – Ao Professor

Ler com poucas letras – Ao Professor

Ler com poucas letras – Ao Professor

Temos tanto ORGULHO no prefácio do
nosso livro “Ler com poucas letras”!
Foi escrito pela Doutora Dina Caetano Alves – 
Linguista e terapeuta
da fala, doutorada em Psicolinguística
Docente na Escola
Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal
Especialista em Terapia
e Reabilitação
Investigadora integrada
do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa e do Centro de
Interdisciplinar de Investigação Aplicada em Saúde do Instituto Politécnico de
Setúbal
Membro da Sociedade
Portuguesa de Terapia da Fala
Resolvemos partilhá-lo com vocês:

“A escrita surge como uma forma
de comunicação por meio de desenhos, palavras, frases e textos. A aprendizagem
da escrita alfabética requer a capacidade de converter sons da fala em
(combinações de) letras, e o contrário é requerido em relação à leitura. Estas
capacidades requerem competências linguísticas, ortográficas e psicomotoras,
pelo que a linguagem, a ortografia e a grafia constituem três dimensões
basilares a considerar no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
O desenvolvimento linguístico
adquirido até à entrada na escola é crucial para a aprendizagem da escrita,
pois é sobre essa base que a criança exercita a sua consciência linguística. É
nessa fase que começa a processar as diferentes unidades do discurso e a
refletir mentalmente sobre a sua natureza, passando, assim, para um nível de
conhecimento explícito da linguagem.
Quanto à ortografia, diz-se que a
escrita da língua portuguesa se rege por um princípio alfabético. Na grande
maioria dos casos, cada símbolo gráfico corresponde a um segmento sonoro (um
som da fala), porém, noutros, essa relação é mais opaca. Sabe-se, por exemplo,
que, no português, existem mais letras consonânticas do que sons consonânticos,
mas também se sabe que uma mesma letra pode converter diferentes sons. Por este
motivo, existem sons iguais que são realizados por letras diferentes – como por
exemplo o som ‘s’ em <sacola>, <cabeça> e <céu>
-, e o contrário também, isto é, letras iguais para representar sons diferentes
– como por exemplo a letra <s> em <osga>, <sua>
e <gosta>!
A terceira grande dimensão da escrita
é a parte gráfica, mais especificamente, psicomotora. A execução motora da
produção escrita requere uma habilidade adicional e, por esse motivo, deve ser
objeto de atenção e estimulação. Muitas crianças experienciam dificuldades em
fazer grafismos e desenhar letras, podendo traçar elementos gráficos –
pauzinhos, ganchos, argolas, arcos e outros grafismos – pouco percetíveis.
Estudos recentes mostram que o desenvolvimento
psicomotor está intimamente relacionado com a aprendizagem da escrita. Quando o
desenvolvimento psicomotor não estiver devidamente desenvolvido, é possível
observar-se dificuldades na descodificação de palavras ou letras (leitura), bem
como o inverso, ou seja, dificuldades na codificação de palavras ou letras
(escrita).
Sendo a tarefa gráfica uma atividade
percetivo-motora complexa, com movimentos coordenados, sucessivos e realizados
em momentos específicos, certas aptidões motoras, como a coordenação motora
fina e o desenho caligráfico, são essenciais para a aprendizagem da escrita.
Cada letra tem uma representação:
maiúscula e minúscula, impressas ou manuscritas. A criança lida com quatro
estilos alfabéticos que requerem a sua capacidade de reconhecer letras, bem
como executar os movimentos necessários para a sua escrita.
Nesta obra – Ler com poucas
letras
-, cozinhada pela Chef Ana, com os
ingredientes da horteloa
Carla
, encontrará a receita que proporcionará aos seus degustadores o
prazer gastronómico da escrita!
No final da cozedura, verá que o
cheiro e sabor a escrita são únicos…”

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